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Tallinn - Lisboa Border City

Cidade Fronteiriça
Tallinn - Lisboa
Border City
Tallinn - Lisbon

Instituto Camões
Lisboa
Inaugura 16.02 às 18h00
Patente até 23.03.2012

O sal é o material que motiva e impregna a exposição. Através do sal, como o mineral que simboliza os laços comerciais entre as duas cidades durante o período Hanseático, e através das palavras-chave "chegada" e "partida", este projeto conceptualiza o fenómeno de duas cidades históricas fronteiriças e o estado de chegada e de partida, na maior parte das vezes metaforicamente, apelando à imaginação dos espetadores. A exposição "Cidade Fronteiriça: Tallinn - Lisboa", que esteve patente ao público, em Setembro de 2011, na “Tallinn Art Hall Gallery” e na “Tallinn City Gallery”, é o primeiro projeto conjunto entre artistas joalheiros estónios e portugueses. A exposição dá forma e sentido à identidade de duas capitais que simbolizavam as fronteiras da velha Europa. A ideia da exposição surgiu após o curador ter feito uma viagem a Lisboa em que compreendeu as conexões históricas entre Tallinn e Lisboa.
Na sua dimensão geográfica, Lisboa e Tallinn são definidas por espaços culturais de periferia excessivamente desiguais – podem até ser consideradas opostas no tocante à sua mentalidade – mas o seu estatuto de cidade limitada pelo mar e o contexto das suas respetivas localizações como ‘a última paragem na linha’ forneceu os pontos de partida do projeto. Em ambas as cidades, o caminho termina inevitavelmente no mar. Chegados a esse lugar ou se volta para trás, ou se parte mar adentro e se cruza o limite… ou se segue a inspiração.
Historicamente Tallinn e Lisboa estiveram ligadas pelo sal, que, na Tallinn medieval, foi considerado a importação mais significativa da cidade. Grande parte da riqueza e da prosperidade da cidade foi conseguida com o comércio do sal, e não é por acaso que se diz que Tallinn foi construída com sal. O sal foi inicialmente importado de Portugal, da região de Setúbal. O sal branco oriundo daquela região, também chamado o sal de Lisboa era transportado a granel em barcos abertos. Era assim que o sal de Lisboa chegava à Cidade Hanseática de Tallinn. Esta ligação antiga ao sal inspirou alguns dos artistas que participam
nesta exposição.
As fronteiras unem, mas também separam. Psicologicamente, o atravessar de uma fronteira implica medo, tempo e contexto. As cidades de fronteira oscilam entre possível e impossível, partida e regresso, antecipação e desespero. As cidades portuárias, por sua vez, são um terreno fértil para o crescimento de milhares de histórias relacionadas com o mar que os seus habitantes preservam, como se fossem um mistério sagrado. Essas histórias, simultaneamente paradoxais e mágicas, são a subconsciência das cidades fronteiriças. O material proto-dinâmico, em estado caótico, que se acumula nessas cidades é posteriormente transformado em cultura.
Baseado nesse conceito, a exposição em Tallinn decorreu simultaneamente em duas galerias - numa delas o subtema era a Chegada e, na outra, a Partida. Dezassete artistas de cada cidade estão a participar. Eles associaram sal e ouro, prata e diamantes em bruto, ferro e cristais de sal, sal e tecido... Eles entendem o poder mágico da joalharia, o significado codificado do objeto de arte, o impacto místico dos materiais, e a alta dimensão do simbolismo. Chegar a uma cidade de fronteira dá-lhes um poder adicional e autoconfiança. Dominam a sensação fantástica de se estar na fronteira.
Harry Liivrand

Comunicado de Imprensa
Pressrelease


Cristina Filipe / C.B.Aragão / RELIQUIAE I / 2011 / Fotografia impressa em papel de algodão com moldura de madeira e vidro / 50x50x4cm / Escultura de Rui Chafes / YOUR BODY IS ASLEEP, DON'T YOU WAKE IT UP TOO SOON / Ferro / 2008
Cristina Filipe / C.B.Aragão / RELIQUIAE I / 2011 / Fotografia impressa em papel de algodão com moldura de madeira e vidro / 50x50x4cm / Escultura de Rui Chafes / YOUR BODY IS ASLEEP, DON'T YOU WAKE IT UP TOO SOON / Ferro / 2008

Cristina Filipe / C.B. Aragão / RELIQUIAE II / 2011 / Fotografia impressa em papel de algodão com moldura de madeira e vidro / 50x50x4cm / Escultura de Rui Chafes / DU BIST MIR IMMER NOCH SO FRISCH IM BLUT / Ferro / 2009
Cristina Filipe / C.B. Aragão / RELIQUIAE II / 2011 / Fotografia impressa em papel de algodão com moldura de madeira e vidro / 50x50x4cm / Escultura de Rui Chafes / DU BIST MIR IMMER NOCH SO FRISCH IM BLUT / Ferro / 2009

Marília Maria Mira / A drop in the ocean / colar / tecido (organza), prata sal, linha / 210x410x2mm / 2011
Marília Maria Mira / A drop in the ocean / colar / tecido (organza), prata sal, linha / 210x410x2mm / 2011

Marília Maria Mira / gota de sal, experiência / tecido(organza) , linha e sal / 90x130x2mm / 2011
Marília Maria Mira / gota de sal, experiência / tecido(organza) , linha e sal / 90x130x2mm / 2011

Typhaine Le Monnier / Anel de Sal / bloco de sal, latão dourado / 100x200mm / 2011
Typhaine Le Monnier / Anel de Sal / bloco de sal, latão dourado / 100x200mm / 2011

Kristiina Laurits / Cuff M / salt, iron, silver, fabric, lace / 170x90mm / 2011
Kristiina Laurits / Cuff M / salt, iron, silver, fabric, lace / 170x90mm / 2011

Tanel Veenre / Self-portrait as Karl Ristikivi / photo on canvas, A Rome Diary / 900x680mm / 2011
Tanel Veenre / Self-portrait as Karl Ristikivi / photo on canvas, A Rome Diary / 900x680mm / 2011

Tanel Veenre / Self-portrait as Emil Cioran / photo on canvas, A Short History of Decay / 900x680mm / 2011 2011
Tanel Veenre / Self-portrait as Emil Cioran / photo on canvas, A Short History of Decay / 900x680mm / 2011 2011

Tanel Veenre / Self-portrait as Jean-Paul Sartre / photo on canvas, Nausea / 900x680mm / 2011
Tanel Veenre / Self-portrait as Jean-Paul Sartre / photo on canvas, Nausea / 900x680mm / 2011

Tanel Veenre / Guilty conscience / brooch / jet, cork, silver, gold / 160x66x38mm / 2007
Tanel Veenre / Guilty conscience / brooch / jet, cork, silver, gold / 160x66x38mm / 2007

 

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