Luis Serpa, PIN Desenha ´12,  GIEFARTE, Lisboa, Novembro 2012

Luís Serpa  
(21.5.1948 – 15.4.2015)

 

Je Est Un Autre

Luís Serpa chegou à Terra a 21 de Maio de 1948 e partiu a 16 de Abril de 2015. Foi uma personalidade original, um homem à frente do seu tempo.
Com formação em Design e Museologia tornou-se um agente cultural que liderou a transformação do panorama das artes visuais em Portugal. Em 1984, criou a Galeria Cómicos em Lisboa (hoje Luís Serpa Projectos) que ganhou uma reputação única, granjeada pela conjugação sistemática de projetos interdisciplinares alcançando afirmação internacional.
O elemento fundamental do aparecimento da Galeria foi exatamente a vontade inequívoca de querer romper com as fronteiras das artes da época, querendo assim internacionalizar artistas e obras. Será através do intercâmbio com o estrangeiro, mais uma vez, que ocorreria a legitimação tanto dos Artistas que trabalharam na Galeria como da própria Galeria, dada a difícil posição geográfica de Portugal, onde tudo chega depois.
A programação foi baseada não só no espírito das tendências dos anos 80 e 90 mas, frequentemente, fazendo revisitações históricas à Arte Povera, à fotografia da Nova Subjectividade e a algumas instalações de artistas multimédia, como foi o caso de Jan Fabre ou Bob Wilson que integravam simultaneamente teatro e ópera, entre outras formas de expressão, e, obviamente, à recuperação do conceptualismo através de algumas exposições de Joseph Kosuth.
Porém, a Galeria nunca se chegou a afirmar como uma galeria de tendência, mas sim um espaço vocacionado para as trocas com as artes de outros países. Tornou-se um local e um ponto de encontro e de ligação entre várias gerações de artistas: os emergentes que se começavam a afirmar e a geração que vinha da década anterior e se confirmava, tais como Julião Sarmento, Pedro Cabrita Reis, Jorge Molder e o grupo Homeostético, ou de espanhóis como Cristina Iglesias, Juan Muñoz e José Maria Sicília, ou ainda de Joseph Kosuth, Gerhard Merz, Michelangelo Pistoletto, Gilberto Zorio, Hamish Fulton, Robert Wilson, entre outros.  
Luís Serpa foi, ainda, o primeiro galerista português que mais se envolveu na divulgação do trabalho dos artistas portugueses noutros países, sobretudo, através da participação em feiras de arte.
Ao ser uma galeria nascida com um projeto transdisciplinar era ao mesmo tempo comercial e curatorial nunca descorou o debate teórico entrosado com os próprios eventos. Esses debates criavam uma cumplicidade entre galerista, artistas e críticos, gerando uma capacidade de pensar as obras duma forma muito mais abrangente. Como consequência esses encontros tornavam-se um exercício de reflexão sobre o state of arts. Para lograr este objetivo Luís Serpa organiza, ainda, uma iniciativa intitulada In extreminis 1999, com conferências aos sábados e art talks durante a semana com Artistas e Críticos.
Como o conceito de transculturalidade estava a surgir no âmbito da globalização, ao longo de um ano, fizeram-se exposições com Artistas de uns países que trabalhavam noutros continentes.
Para ele, o processo artístico era o facto interessante por isso acompanhava de perto o ato criativo dos seus artistas, entusiasmando-os a desenvolver o seu trabalho numa determinada direção, não os contaminando, mas no sentido de os incentivar e apoiar. Ele nunca se considerou muito um galerista, mas sim un compagnon de route dos artistas. Trabalhar com eles duma maneira muito próxima foi fundamental para construir uma metodologia de trabalho única.
Em Outubro de 2004 a Galeria assinalou 20 anos de existência com uma exposição retrospetiva na Cordoaria Nacional. Nesta retrospetiva, intitulada “Horizont(e)”, foram representadas exposições que 30 artistas nacionais e estrangeiros tinham mostrado na galeria.
Ao longo de 31 anos, Luís Serpa apresentou 225 exposições na galeria e em outros espaços, em cooperação com diversos centros culturais e museus. Realizou, ainda, 35 exposições individuais e temáticas. Foi a galeria mais importante daquele período, tornando-se a partir de determinada altura emblemática do pós-modernismo.
É de salientar ainda a atenção dada à fotografia e, em especial ao autorretrato, pelo que tem uma vasta coleção pessoal dos artistas com quem trabalhou, bem como um acervo documental de enorme riqueza que deverá ser preservado e estudado.
A Cómicos/Luís Serpa Projetos foi considerada um case-study pelo facto de conjugar sistematicamente as disciplinas de pintura, escultura, desenho, instalação, fotografia, vídeo,
design e arquitetura. Foi uma Galeria de referência e, por isso, convidada sistematicamente para Feiras tais como Los Angeles, Basileia, Zurique, Tóquio, Yokohama, Madrid.
Como comissário trabalhou em colaboração com instituições culturais como Serralves, na exposição coletiva “Je Est Un Autre” (1990), como o CCB com a exposição “Múltiplas Dimensões”, ou a Culturgest para onde comissariou, em colaboração com a jovem crítica indiana Nancy Adajania, a exposição “Zoom! Arte na Índia Contemporânea” (2004) que pretendeu explorar as fissuras, ou as zonas cinzentas da arte na Índia.
A Luís Serpa Projectos (1996) é uma transformação que assinala o facto de Luís Serpa querer transcender o espaço da galeria e pretender concentrar a sua atividade na conceção de eventos artísticos. Tal acontece porque, na esteira deste trabalho pioneiro, outras galerias começaram a trabalhar com uma dinâmica idêntica e porque quis concentrar-se na especialização da organização de exposições dentro de projetos específicos. Isso permitiu uma modificação do estatuto da Cómicos, que passou a valorizar a produção e conceção de projetos mais articulados e mais complexos, para além daquele espaço se ter tornado histórico na arte portuguesa e de permitir assim momentos de revisitação do seu percurso.
Neste projeto já não há artistas residentes porque trabalha num outro plano, fazendo a sua intervenção na conjuntura artística com pessoas diferentes e torna-se um Museu Temporário.
Para além da sua atividade como galerista, Luís Serpa desenvolveu importantes projectos curatoriais com outras instituições artísticas e através do Museu Temporário (1991), um projecto 
de engenharia cultural, Luís Serpa assumiu-se como um Gestor/Programador de Projectos Culturais, exercendo as funções de Curadoria, Relações Públicas e Planeamento Estratégico para
instituições e empresas em programas de arte contemporânea, corporate identidy e indústrias criativas.
Foi Luís Serpa um visionário? Ou um alter ego para vários artistas, e alguns artistas terão sido um alter ego para Luís Serpa?


Isabel Ribeiro de Albuquerque

 

 


Textos e Ensaios:

PAULA SOARES, INQUIETUDES
SERPA, Luís, in Catálogo THE SECRET OF THE BULLS, PAULA SOARES, 1988, Edição Galeria Luís Serpa Projectos.
JE EST UN AUTRE [D’ÁPRÈS RIMBAUD], INTRODUÇÃO
SERPA, Luís, in Catálogo JE EST UN AUTRE, Galeria CÓMICOS/LUÍS SERPA e FUNDAÇÃO SERRALVES, 1990, Depósito Legal N.º24 130/90, ISBN 927.9384.02.9 Brochado, ISBN: 927.9384.03.7 Cartonado.
MÚLTIPLAS DIMENSÕES, INTRODUÇÃO
SERPA, Luís, in Catálogo Múltiplas Dimensões, Centro Cultural de Belém (CCB), Abril 1994.
DAS FLORES DO MAL AO MITO DE NARCISO: SEDUÇÃO, PUDOR E VOYEURISMO NA OBRA DE
GRAÇA SARSFIELD SERPA, Luís, in Catálogo Gestos no Final do Século XX, Graça Sarsfield, 1998.
JADE YÜ, A DIMENSÃO SAGRADA DO CORPO
SERPA, Luís, in Catálogo JADE YÜ, Edição Pedro Guimarães, Porto, 2001.
REALIDADE[S]
SERPA, Luís, in Catálogo Realidade[s], Edição O Museu Temporário, 2001.
A CIDADE E AS ESTRELAS, FRAGMENTOS DE PAISAGEM
SERPA, Luís, in Finisterra, Revista Portuguesa de Geografia, Centro de Estudos Geográficos, Volume XXXVI, Nº 72, Lisboa 2001.
PEDRO CALAPEZ, OS PERCURSO DO OLHAR
SERPA, Luís, in Catálogo Pedro Calapez [1984-2002], publicado por Bores & Mallo, 2002.
O NÃO-LUGAR DO CORPO
SERPA, Luís, in Catálogo (im)permanências, Cristina Ataíde, Edição Galeria Luís Serpa Projectos, 2003.
DIFERENÇA E SIMULACRO
SERPA, Luís, in Catálogo Junho das Artes, Óbidos, 2004.
FRAGMENTOS GLOBAIS | TENDÊNCIAS LOCAIS: ARTE NA ÍNDIA CONTEMPORÂNEA
SERPA, Luís, in Catálogo ZOOM!, Arte na Índia Contemporânea, Culturgest, 2004.
1984-2004: VINTE ANOS DA GALERIA CÓMICOS|LUÍS SERPA PROJECTOS
SERPA, Luís, in Catálogo 1984_2004, Edição Galeria Luís Serpa Projectos, Lisboa, Novembro 2004.
SUMSUM AVILLEZ, RÉCITS DE VOYAGE
SERPA, Luís, in Catálogo Récits de Voyage, Sumsum Avillez, Fundação D. Luís I/Centro Cultural de Cascais, 2006.
AQUILO SOU EU
SERPA, Luís, in Catálogo Aquilo Sou Eu, Fundação Carmona e Costa/Assírio & Alvim, 2008.
LUÍS CAMPOS, OBRAS 1982_2008, FOTOGRAFIA E VÍDEO: O PROJECTO
SERPA, Luís, in Catálogo Luís Campos, Obras 1982_2008, Fotografia e Vídeo, Junho 2008.
LUÍS CAMPOS, TRABALHOS DOS ANOS 80
SERPA, Luís, in Catálogo Luís Campos, Obras 1982_2008, Fotografia e Vídeo, Junho 2008.
ALDEIA DA LUZ: UMA GEOGRAFIA DA AUSÊNCIA
SERPA, Luís, in Catálogo Territórios de Transição #09, Eurico Lino do Vale, Setembro 2009.
MANTA: RETRATO[S] DE FAMÍLIA
SERPA, Luís, in Catálogo MANTA: RETRATO[S] DE FAMÍLIA, Fundação D. Luís I/Centro Cultural de Cascais, Edição Galeria Luís Serpa Projectos, 2013.

 


Referências bibliográficas

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Cristina Ferreira de Almeida, O Galerista, in Sete, 08 Fev. 90, pp. 8, 9;
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António Cerveira Pinto, Luís Serpa, in K-Capa, Nº9, Jun. 91.
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2003 – Egoísta, in Expresso, 01 Mar. 03, p.2.
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23. JOALHARIA CONTEMPORÂNEA NA IBERO-AMÉRICA